VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS: Pesquisa nacional revela paradoxo — 90% defendem diálogo, mas 62% já gritaram e 49% já deram tapas. Como sua prefeitura enfrenta a persistência da violência com políticas de proteção efetivas?
Pesquisa inédita realizada pelo Instituto Quaest a pedido do Instituto Infinis, divulgada pela Agência Brasil em 14 de julho de 2026, revela um paradoxo alarmante na cultura brasileira: nove em cada dez brasileiros (90%) afirmam que o diálogo é a melhor forma de educar crianças, mas os números de agressões físicas e verbais ainda são altíssimos. O levantamento mostra que 62% dos entrevistados admitem já ter gritado com uma criança, 49% afirmam ter dado tapas e 27% confessam ter batido com objetos. Na primeira edição da pesquisa, em 2023, os índices eram ainda piores: 66% gritavam, 52% davam tapas e 38% batiam com objetos — o que indica uma redução nas agressões mais graves, mas a persistência da violência como método “educativo”.
Para os municípios, os dados reforçam que a violência contra crianças não é um problema restrito a casos extremos, mas uma prática cultural disseminada que exige ações preventivas estruturais. As prefeituras estão na linha de frente da proteção infantil, por meio dos Conselhos Tutelares, dos CRAS/CREAS, das equipes de saúde da família e das escolas municipais. A pesquisa revela que o conhecimento sobre o diálogo não é suficiente — é preciso investir em programas de parentalidade positiva, capacitação de profissionais da rede de proteção e campanhas permanentes de conscientização. Crianças que crescem em ambientes violentos têm maior probabilidade de repetir o ciclo na vida adulta, comprometendo a saúde mental, o desempenho escolar e a segurança pública do município no longo prazo.
O Que Mudou?
A 2ª edição da pesquisa “Atitudes e percepções sobre a infância e violência contra crianças e adolescentes”:
- Paradoxo Nacional: 90% defendem o diálogo, mas 62% já gritaram, 49% já deram tapas e 27% já bateram com objetos em crianças.
- Melhora em Relação a 2023: As agressões com objetos caíram de 38% para 27%, indicando que as campanhas de conscientização podem estar surtindo efeito nas formas mais graves.
- Trabalho Infantil: 93% dizem que os estudos devem ser prioridade, mas 61% consideram aceitável que crianças trabalhem — outra contradição cultural preocupante.
- Dados Completos: A versão integral será apresentada em setembro de 2026, no 8º Fórum de Políticas Públicas da Saúde na Infância (FPPSI).
Alerta de Adequação: Pontos de Atenção
👉 Fortalecimento dos Conselhos Tutelares: Os Conselhos Tutelares são a porta de entrada das denúncias de violência infantil. A pesquisa mostra que a violência é frequente, mas muitas famílias não chegam ao sistema de proteção. O município deve garantir estrutura física, capacitação contínua e pessoal suficiente para que os conselheiros realizem trabalho preventivo nas comunidades, não apenas reativo.
👉 Programas de Parentalidade Positiva: A contradição entre “defender o diálogo” e “bater” revela falta de ferramentas práticas. O município pode implantar programas como o “Famílias Fortes” e o “Criança Feliz” (visitas domiciliares para famílias vulneráveis), que ensinam métodos não violentos de disciplina. Esses programas reduzem a violência intrafamiliar e melhoram o desenvolvimento infantil.
👉 Capacitação de Profissionais da Educação e Saúde: Professores, agentes comunitários de saúde e profissionais do CRAS precisam ser capacitados para identificar sinais de violência e realizar o acolhimento adequado. Muitas vezes, a violência é naturalizada pelos próprios profissionais, que não notificam os casos por considerarem “normais”.
Conexão com a PlataformaPAM
Enfrentar a persistência da violência contra crianças e fortalecer a rede de proteção exige inteligência de dados, planejamento estratégico e transparência ativa.
Com a PlataformaPAM, sua prefeitura organiza a governança da proteção infantil e monitora as políticas de enfrentamento com total segurança técnica e jurídica:
- InfoPolis (Inteligência para Decisões Estratégicas): Consolida dados de denúncias do Disque 100, notificações de violência dos serviços de saúde e frequência escolar em dashboards inteligentes. O gestor visualiza no mapa os territórios com maior incidência de violência infantil, permitindo planejar ações preventivas nos bairros mais críticos e alocar recursos das equipes volantes com base em evidências reais.
- GesPlanos (Planejamento e Monitoramento Estratégico): Permite estruturar e monitorar as metas do Plano Municipal de Enfrentamento à Violência Infantil. Sob a metodologia DOEMIC, a secretaria acompanha a execução dos programas de parentalidade positiva, as visitas domiciliares do Criança Feliz e a capacitação dos profissionais da rede, garantindo que as ações saiam do papel.
- GesConselhos (Gestão e Participação Cidadã): Profissionaliza a atuação do CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente) e do Conselho Tutelar. O sistema gera portais de transparência ativa automáticos que publicam as denúncias recebidas, os encaminhamentos realizados e as campanhas educativas em andamento, comprovando a fiscalização social sobre a política de proteção e blindando a gestão contra questionamentos do Ministério Público.
- GestorAlerta (Monitoramento e Comunicação Eficiente): Dispara notificações via WhatsApp para os conselheiros tutelares, secretários e equipes do CRAS sobre prazos de relatórios, alertas de evasão escolar (que pode sinalizar violência doméstica) e convocações para reuniões da rede de proteção.
- GesInstitucional (Gestão para Entidades e Organizações): Centraliza a memória administrativa dos planos de proteção e dos convênios com organizações da sociedade civil, preservando a soberania dos dados e facilitando a continuidade das políticas entre gestões.
Usando a Plataforma PAM, sua prefeitura elimina o amadorismo na gestão social, enfrenta a violência infantil com dados e método e garante que o município lidere a proteção das crianças com eficiência administrativa total.
👉 Acesse a notícia completa na Agência Brasil (https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-07/pesquisa-mostra-persistencia-da-violencia-contra-criancas-no-pais)
👉 Prepare a sua gestão social para fortalecer a rede de proteção infantil com a PlataformaPAM (https://plataformapam.com.br)