CINEMA BRASILEIRO: sua prefeitura pode corrigir a desiguldade de gênero no audiovisual?
A Agência Brasil divulgou, em 1º de agosto de 2026, um alerta contundente sobre a desigualdade de gênero no cinema brasileiro: a participação feminina em cargos de liderança no cinema e no audiovisual não ultrapassa 20% há anos, mesmo com as mulheres sendo maioria entre os formados em cursos audiovisuais e atraindo grandes públicos aos cinemas. A denúncia foi feita pela produtora Minom Pinho, diretora da Associação Paulista de Cineastas (Apaci) e coordenadora do Festival Internacional de Mulheres no Cinema (FIM Cine), durante o festival Bonito CineSur.
Os dados do Anuário Estatístico do Audiovisual Brasileiro de 2024, do Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA) e publicado pela Ancine, são reveladores: apesar de as mulheres serem maioria na exibição (58%) e na distribuição (54%), elas representam apenas 17% da direção de séries e filmes brasileiros. Em 2023, 231 longas-metragens foram dirigidos exclusivamente por homens, contra apenas 52 por mulheres. Nos roteiros, o domínio masculino também prevalece: 165 contra 41. As mulheres só são maioria na direção de arte (99 contra 57) e na produção-executiva (110 contra 66) — o que Minom Pinho classifica como o “lugar que a sociedade convencionou que é o nosso lugar”, um estereótipo absurdo.
Para os municípios, a mensagem de Minom Pinho é um chamado à ação: “As grandes mudanças se fazem com política pública. E para você alcançar a política pública, você tem que ter indicador e indutor.” Ela defende o estabelecimento de metas claras — como estipular que o número de mulheres em roteiro e direção em longas-metragens deve bater 30% até 2030. Os municípios, que têm papel central no fomento à cultura por meio de leis de incentivo, editais e fundos municipais de cultura, podem ser os indutores dessa mudança, criando critérios de equidade de gênero nos editais e cotas para projetos dirigidos por mulheres.
O Que Mudou?
A participação feminina no cinema brasileiro:
- 17% na Direção: Mulheres representam apenas 17% da direção de séries e filmes, apesar de serem maioria na exibição (58%) e distribuição (54%).
- 231 vs 52: Em 2023, 231 longas foram dirigidos exclusivamente por homens, contra 52 por mulheres.
- Roteiros: 165 roteiros de homens contra 41 de mulheres.
- Direção de Arte: Mulheres são maioria (99 contra 57) — o “lugar convencionado” pela sociedade.
- Produção-Executiva: Mulheres maioria (110 contra 66).
- Formação: Mulheres são maioria nos cursos audiovisuais, mas não chegam à liderança.
- Defesa de Minom Pinho: Políticas públicas com metas claras — 30% de mulheres em roteiro e direção até 2030.
- Destaque: Mulheres “fazem milagre” — com 20% dos cargos de liderança, conquistam 44% do mercado.
Alerta de Adequação: Pontos de Atenção
👉 Equidade de Gênero nos Editais de Cultura: O município pode ser um indutor da mudança ao estabelecer critérios de equidade de gênero nos editais de fomento à cultura — cotas para projetos dirigidos ou roteirizados por mulheres, pontuação adicional para equipes com liderança feminina e reserva de recursos para produções de mulheres. Essa é uma política pública concreta que o gestor municipal pode implementar imediatamente.
👉 Fomento a Festivais e Mostras com Protagonismo Feminino: O município pode apoiar festivais, mostras e cineclubes que valorizem o protagonismo feminino no audiovisual local, criando espaços de visibilidade para diretoras, roteiristas e produtoras da região. O exemplo do Bonito CineSur mostra como festivais podem ser plataformas de debate e transformação.
👉 Articulação com o Sistema Nacional de Cultura: As políticas municipais de equidade de gênero no audiovisual devem se articular com o Sistema Nacional de Cultura, o Plano Nacional de Cultura e as diretrizes da Ancine e do Ministério da Cultura, garantindo coerência com as políticas nacionais e acesso a recursos federais de fomento.
Conexão com a PlataformaPAM
Fomentar a equidade de gênero no audiovisual e estruturar políticas culturais com metas claras exige inteligência de dados, planejamento estratégico e transparência ativa.
Com a PlataformaPAM, sua prefeitura organiza a governança cultural e monitora os indicadores de equidade com total segurança técnica e jurídica:
- InfoPolis (Inteligência para Decisões Estratégicas): Consolida dados de projetos culturais aprovados, perfil de gênero dos proponentes, execução de editais e indicadores do Sistema Nacional de Cultura em dashboards inteligentes. O gestor visualiza em tempo real a participação feminina nos projetos culturais do município, identificando lacunas de equidade e planejando políticas de fomento com base em evidências — exatamente como Minom Pinho defende: “para alcançar a política pública, você tem que ter indicador”.
- GesPlanos (Planejamento e Monitoramento Estratégico): Permite estruturar e monitorar as metas do Plano Municipal de Cultura e da Política Municipal de Equidade de Gênero no Audiovisual. Sob a metodologia DOEMIC, a secretaria acompanha o cronograma de editais com critérios de equidade, as cotas para projetos dirigidos por mulheres e o cumprimento da meta de participação feminina, garantindo que a política saia do papel e produza resultados mensuráveis.
- GesConselhos (Gestão e Participação Cidadã): Profissionaliza a atuação do Conselho Municipal de Cultura e dos conselhos de políticas para mulheres. O sistema gera portais de transparência ativa automáticos que publicam os editais, os projetos aprovados, os indicadores de equidade de gênero e a prestação de contas do Fundo Municipal de Cultura, comprovando o controle social sobre a política cultural e blindando a gestão contra questionamentos dos órgãos de controle.
- GestorAlerta (Monitoramento e Comunicação Eficiente): Dispara notificações via WhatsApp para o secretário de cultura, conselheiros e agentes culturais sobre abertura de editais, prazos de inscrição, alertas de cumprimento de cotas de gênero e convocações para reuniões do Conselho de Cultura.
- GesInstitucional (Gestão para Entidades e Organizações): Centraliza a memória administrativa dos planos culturais, editais e convênios com o Ministério da Cultura, preservando a soberania dos dados e facilitando a prestação de contas sobre a política cultural perante os órgãos de controle.
Usando a PlataformaPAM, sua prefeitura elimina o amadorismo na gestão cultural, fomenta a equidade de gênero no audiovisual e garante que o município lidere a transformação do setor com eficiência administrativa total.
👉 Acesse a notícia completa na Agência Brasil (https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2026-08/participacao-feminina-na-direcao-de-filmes-permanece-abaixo-de-20)
👉 Consulte o Anuário Estatístico do Audiovisual Brasileiro 2024 no portal da Ancine (https://www.gov.br/ancine/pt-br/oca/publicacoes/arquivos.pdf/anuario-do-audiovisual-brasileiro-2024r.pdf)
👉 Estruture a política cultural do seu município com a PlataformaPAM (https://plataformapam.com.br)